sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Filho de Pastor não é pastorzinho.


É grande a cegueira de quem diz:  
-"Não me arrependo de nada do que fiz, me arrependo do que não fiz"

Engraçado que essa teoria maligna é tão difundida que tornou-se a resposta automática dos autosuficientes.

      A mídia exalta pessoas com essa fala, reverencia gente com essa postura e o mundo sem discernimento repete porque acha bonito, mas não faz idéia da gravidade dessa declaração.


      Eu, pelo contrário, como muitos dos que lêem meus artigos, me arrependo de um monte de coisas...são tantas que, se dependesse de lembrar de todas para ser livre, eu tava frita.

      Um dos meus arrependimentos está vinculado ao entendimento que tenho hoje sobre filhos de Pastores (incluindo minhas filhas), embora eu creia acima de tudo, que o controle do Pai domina até sobre meus atrasos, minhas precipitações, minhas omissões e meus excessos.

      Filho de Pastor sofre...uns mais, outros menos, mas sofre!
      Incluo os filhos de todos os que estão ou já estiveram à frente de algum ministério.


      O sofrimento de cada um deles é diferente e único porque cada um tem sua personalidade, seu temperamento, seus sonhos, sua individualidade, e tudo o que qualquer criança, adolescente, jovem, adulto ou velho tem.

      Cada filho absorve as coisas de um jeito e faz sua leitura de modo particular em cada situação, mas um sofrimento é muito semelhante em aproximadamente 90% dos filhos de Pastores:



*Carregar um certo peso por causa do ministério do pai ou da mãe*

      Se você não vê fundamento nessa idéia é porque, provavelmente, nunca viveu essa situação.
Então eu lhe peço: leia um pouco mais, você vai entender.


Esses filhos de modo geral são:
*muito cobrados, robotizados, encaixotados, enquadrados, rotulados


Se for criança:
*não pode ser teimosa
*não deve fazer bagunça
*ouve da Igreja inteira: "Olha, se comporte porque você é filho do Pastor e tem que dar o exemplo"
*precisa mostrar que sabe orar
*e, resumindo, deve fazer tudo o que outra criança qualquer NÃO faria

Se for adolescente:
 *É a pior fase para carregar esse peso, fase das mudanças pessoais mais radicais, e ele estará precisando de muita compreensão e apoio para si mesmo
*geralmente é discriminado pelos próprios adolescentes da Igreja porque acham que ele quer ser mais santinho 
*precisa saber tocar ou cantar
*não pode paquerar
*É mais mal compreendido nas mudanças de humor do que o filho da irmã Fulaninha

Se for jovem:
*Espera-se uma atitude super espiritual do coitado
*É forte a pressão para que também seja Pastor (o que pra mim é nepotismo na maioria das vezes, salvo exceções)
*Todo mundo quer escolher o marido/esposa segundo parecer pessoal do que é bom para o ministério

O ruim disso tudo:
*Essa "obra" horrenda pode ser feita pela própria Igreja

Agora o péssimo:
*Esse terrorismo pode ser reforçado pelos líderes que trabalham no mesmo ministério

E, por fim, o insuportável:
*Essa tortura psicológica pode ser respaldada pelos pais desses filhos: os próprios Pastores



Queridas e amadas ovelhas espalhadas por esse mundão afora:
*Não é justo colocar os filhos de seus pastores numa posição que eles não podem sustentar, não existe amor nisso, não é uma visão espiritual da sua parte.

*Trate-os como se fossem seus filhos, tendo tolerância como tem com os seus e dando espaço para a naturalidade de existir de cada um.    


Queridos e amados líderes, diáconos, professores de EBD, porteiros, etc...
*Não mate os filhos de seus pastores espiritualmente e emocionalmente falando. Eles não são os piores da Igreja e por isso não deve ser exigido deles o que você não exigiria nem dos seus.

*Você não será um líder melhor por valorizar tanto a perfeição que nem você mesmo possui.

*É proibido se vingar das broncas que leva do pastor nos filhos dele.

Queridos e amados Pastores, dirigentes de Igreja, Bispos, Presbíteros etc...

*Não veja seu filho como alguém que ele não é.

*Olhe para ele, conheça-o, sinta o que existe lá dentro, escute-o.

*Não impute a ele agir como um "servinho de Deus", pois ele ainda precisará ter uma experiência pessoal com o Salvador e isso tem um tempo certo: o tempo do SEU filho no tempo de DEUS.

*Se ele disser "oi" ao invés do esperado "paz do Senhor", não o repreenda diante de ninguém só para provar que você ensinou direito.


      Não existe desonra nem vergonha para um Pastor, se os filhos forem médicos, balconistas, nutricionistas, cozinheiros ou pilotos de avião, e NUNCA se interessarem por seguir os passos dos pais no ministério. 
      Pare com essa neurose!!!

      Não vai ser bênção se com a sutileza de um rolo compressor, você for perdendo e matando seus filhos um a um, ainda que sua Igreja seja a maior do universo.
      Muitos serão Pastores, missionários, evangelistas, mestres...mas e se o seu não estiver dentre estes? 

Pense nisso, Pastor:
*mais importante que dar cargo é dar caráter
*melhor que vê-lo num púlpito é vê-lo na glória
*mais santo é amar do que exigir
*a melhor herança que você pode deixar é o seu testemunho DENTRO DE CASA
*antes de dar a vida pelas suas ovelhas, dê a vida pelos seus  

Tito 1:5-14

30 comentários:

Zé Luís disse...

É a velha máxima:

"Não é por que o gato nasceu no forno que ele é bolo..."

As vezes a gente esbarra com esses filhos de pastores e vê muita coisa é direcionada para eles em termos de expectátiva.

No meu caso, sou filho de uma Babalorixá.
Imagina a cara dos "trocentos" médiuns quando me converti, e não assumi o "centro di mamãe".

O pior que o comportamento dos crentes as vezes é semelhante.

Josemária Carvalho disse...

NOSSA PARABÉNS! maravilhoso texto.Muitas pessoas realmente tem essa visão de que os filhos de pastores devem ser perfeitos ,quando na realidade eles são apenas seres humanos normais como todos os outros sujeito a falhas.

Fica na fé,um forte abraço.

Raquel Silva disse...

Olá pastora! Que bom que nos encontrou na sua "caminhada"! Fico muito feliz que esteja gostando do blog...com certeza vamos segui-la... Graça e paz!!!!!!!!!! Bjs

Gisela disse...

Belíssimo texto, irmã. Palavras muito bem colocadas.

Eu vejo isso em várias igrejas, inclusive na minha. Há sempre uma expectativa extra sobre os filhos dos pastores, que são pessoas tão passíveis de erro quanto os outros membros.

No meu entender, essa visão não é tão fácil de mudar, pois assim como os membros se espelham nos testemunhos dos pastores, acabam julgando o comportamento dos filhos deles.

Bom, mas creio que devemos sempre nos lembrar de que o julgamento a Deus pertence e Ele não faz distinção de pessoas. Filho de pastor ou não, todos dependem da Sua Graça.

Um fraterno abraço.

Caroline M. Lopes de Carvalho disse...

Ola.....
Que bom que gostou do blog, O Senhor realmente tem nos Abençoado por estarmos usando uma ferramenta tão útil como está para divulgar O Nome de Jesus!!!!
E com mtoo prazer que estamos te seguindo.....
Deus te Abençoe Amada

Graça e Paz
Carol
Mulheres com Propósitos
Ps: Estamos no twitter tb @mcompropositos

Dc. Carlos Torres disse...

Compreendo totalmente suas palavras. tive três pastores e eu percebia por parte da IGREJA essa cobrança absurda! e desleal. e tenho duas filhas, não sou PASTOR, más já cheguei a me estressar. O perigo é não sobregarrega-los, eles só precisam ser amados.

Obrigado pela visita, seu comentário, preciso da ajuda de vcs!

Gostei desse lugar, lugar cristão. DEUS abençoe ricamente seu ministério. Já estou seguindo.

KASSIO KIBOR disse...

OI PASTORA,
QUERO TE DAR OS PARABENS POR ESSE TEMA,
REALMENTE A PRESSÃO SOBRE OS FILHOS DE PASTORES É MUITO GRANDE, ISSO POR QUE FILHOS DE PASTORES SÃO ALVO PRINCIPAL DO INIMIGO.
QUALQUER CRENTE NORMAL PODE FAZER O QUE FOR, MAS SE FOR FILHO DE PASTOR...
CONHEÇO MUITOS FILHOS DE PASTORES QUE SÃO DESVIADOS,
MAS GRAÇAS A DEUS A MAIORIA VOLTA, POR QUE A PALAVRA É FIEL, "ENSINA A CRIANÇA NO CAMINHO EM QUE DEVE ANDAR...'
UM ABRAÇO.

Alan Capriles disse...

Paz!

Agradeço por se tornar seguidora do meu blog. Também gostei muito de seus artigos, especialmente este, que comento.

Tenho dois filhos e, como pastor, tenho muito cuidado para que não haja sobre eles este peso, como se eles fossem "pastorzinhos".

Chamou muito minha atenção esta frase em seu artigo:
"Não existe desonra nem vergonha para um Pastor, se os filhos forem médicos, balconistas, nutricionistas, cozinheiros ou pilotos de avião, e NUNCA se interessarem por seguir os passos dos pais no ministério."

Penso assim também. Procuro deixar meus filhos totalmente a vontade para decidirem no que irão trabalhar.

Se algum dia o Senhor chamá-los para o ministério pastoral, que assim seja. Mas, o chamado deve vir do Senhor, e não da imposição e cobrança humana.

Parabéns pelo blog!
Que Deus abençoe você e sua família cada dia mais!!!

mauro garajau disse...

Olá Pastora gostei muito do seu blog, Deus continue te abençoando grandemente. O texto postado também é maravilhoso, pois eu também senti na pele durante muitos anos o peso da cobrança por ser filho de pastor, e hoje quem sente este peso são os meus filhos. Um grande abraço. E Sempre estarei te seguindo.

mauro garajau disse...

Olá Pastora gostei muito do seu blog, Deus continue te abençoando grandemente. O texto postado também é maravilhoso, pois eu também senti na pele durante muitos anos o peso da cobrança por ser filho de pastor, e hoje quem sente este peso são os meus filhos. Um grande abraço. E Sempre estarei te seguindo.

INTERNAUTAS CRISTÃOS disse...

Obrigado pela visita ao nosso blog. O seu é muito legal. Deus te abençoe.

Internautas Cristãos
www.internautascristaos.com.br

mauro garajau disse...

Olá Pastora gostei muito do seu blog, Deus continue te abençoando grandemente. O texto postado também é maravilhoso, pois eu também senti na pele durante muitos anos o peso da cobrança por ser filho de pastor, e hoje quem sente este peso são os meus filhos. Um grande abraço. E Sempre estarei te seguindo.

кαяιηα disse...

Olá querida pastora, obrigada por ter visitado meu blog... gostei muito do blog da sra. e concordo plenamente com tudo que a sra. escreveu...
Fica com Deus !

Pr. Jessé Rodrigues! disse...

Ótimo tema...Já pensei durante minha adolecência em até montar uma instituição de FILHOS DE PASTOR...Sou filho de Pastor e tenho amigos de infância que tbm são; e sofremos mto com essa pressão. Que as pessoas mudem esse modo de pensar...filhos de pastor também são humanos!
Parabéns pelo Post...
Graça e Paz!

Antonio Peres disse...

Já me arrependi das muitas coisas ruins que fiz, já me arrependi, sim, de não ter feito tantas coisas boas para a familia.
O que dizer?
Você foi perfeita nas considerações, os filhos agradecem.
É pena que a cobrança dos ignorantes ainda causará muita opressão.
Graças a Deus pelo seu entendimento.
Já houve e ainda existe muita maledicência e murmuração contra filhos de pastores. Muito triste.
Manias, maldade, falta de entendimento. FALTA DE AMOR.
Não sou pastor, mas, pelo fato de ter tido um ministério senti na pele esta problemática.
As pessoas vinham me admoestar com a mais pura e meiga das intenções, dentre tantos absurdos houve quem me admoestou porque meus filhos me chamavam de: Você. Achavam que tinham que me chamar de senhor.
Um dia eu os "ADMOLESTEI", TANTO, que os queridos e meigos irmãos ficaram magoados. Tadinhos. Mas usei a Palavra. Eu chaqualhei tanto a bíblia na cara deles que os manos se calaram. Paciência né?
Desculpa pastora, acabei desabafando.
Realmente, filho de pastor ou não, a falta de discernimento causa um desserviço a Deus.
Sua forma de discernir é um motivo de se agradecer ao Senhor.
Parabéns Pastoragente, isso é ser gente!

busquesantidade disse...

Queridaaaaa!!Quanta sabedoria!!! Sabe que aqui em casa a cobrança é essa: "Mãe, você se doa muito mais para os outros do que para nós." O que significa: estamos em 77777... plano em sua vida. Estamos em último lugar em seu coração. É duro ouvir isso, mas é a pura verdade. Exigimos uma maturidade e santidade de nossos filhos, as quais não estão preparados para nos dar. Vou repensar em tudo isso. Já que pensar sobre isso, já pensei. Rsrsrs... Você é sábia de verdade. Abraço fraterno. Lourdes Dias. P.S.: Comece em sua casa, né mesmo?

Alessandra Peres disse...

Concordo em genero, numero e grau.
Ainda poderia contribuir um pouco mais. Mas isso vai além, sobra para os sobrinhos, irmãos, cunhados. A família se torna alvo de crítica e paulada mesmo.Um dia estava fazendo cartazes no dept infantil e meu lindo filhote empurrou uma porta podre de madeira. Claro que ela caiu...era da cozinha da igreja. Eu pensei que o irmão ia me bater, eu fui falar com ele antes mesmo que ele visse mas nem explicando deixei de ouvir que eu era uma lider e meu filho deveria ter mais educação. MAs eu já ouvi tantas, uma vez estava em reunião e meu filhotinho corria no estacionamento, um amadinho torceu o braço dele que ele doeu uma semana, mas...acabei calando...ah se fosse hoje!!!!! entre outras, isso que vc sabe meu filhote não é nem dos piores...mas era sobrinho dos pastores...e eu irmã da pastora e minhas sobrinhas filhas...mas tem problema não..hj eles estão à salvo!!!! kkkkk
Espero que vc traga essas verdades não so para o blog, mas vale a pena colocar no jornalzinho da igreja!!!

bjs te amo

rodomar disse...

Olá!
Parabéns pelo Blog!
E, é um prazer tê-la como parceira, seguindo e tendo-a como seguidora!
Abraço e que Deus te abençoe!

MISANTROPO disse...

Obrigado pela visita. Também gostei muito dos seus textos e passarei sempre que possível p/ uma leitura.

Michelle disse...

Oi Pastora,a paz do Senhor!
Realmente gostei muito da sua visão sobre a vida cristã. Seu blog é uma benção, já está na minha lista de favoritos! Obrigada por sua visita no meu blog, também espero ser benção na sua vida!
Beijos e fica com Deus :)***

Adoradora do Senhor! disse...

Olá amada e querida irmã obrigada pela visita em meu blog, o seu é abençoadíssimo e edificante e já estou seguindo te convido para conhecer meu outro blog http://amigosunidosemjesus.blogspot.com
Abraços!!

Wallace da Silva disse...

Olá. Vi seu comentário no meu blog, agradeço e já estou te seguindo. Espero mais visitas suas também.

Quanto ao que eu li, devo dizer que achei excelente, mas que não concordo com o início do texto. Pela minha mente de cristão e não pela mídia ou por opiniões alheias, mas por experiências próprias, sei que o arrependimento pelo que se deixou de fazer é pior, pois o que poderia ter acontecido é uma incógnita. O arrependimento por uma atitude tomada ou por uma palavra dita pode ser remediado com um pedido de perdão ou uma mudança de comportamento.

No demais, não tenho o que criticar, concordo com cada letra posta. Filho de pastor sofre mesmo.

Um grande abraço e a paz do Senhor.

Raquel Silva disse...

Olá, querida... no nosso quadro de seguidores não houve alterações, depois da mudança do google. Bjs

Gisela disse...

Oi, querida!

É sempre um prazer ler os seus textos e comentá-los.

Em relação às mudanças no Google, não houve alteração nenhuma no Alicerces da Alma.

Bjos e fica na paz.

Pr. Jessé Rodrigues! disse...

No meu Blog a Pastoragente perguntou se eu tinha filhos...
Ainda não, mas com certeza tentarei não cometer tais erros!
Grato pela atenção...Deus abençoe a ti e tua família!
Paz.

Aline disse...

Olá amada!
O que eu mais detesto de ser "A" filha do pastor, e hoje "A" esposa do pastor (ual que destino!), é a troca das prioridades, é a falta de compreensão, é a cobrança hipócrita. O peso a gente leva a vida inteira, e em cada atitude você vê a sombra que te perseguiu sempre: mas e a Igrejaaaa? E os irmãos.. o que vão pensar?
Como disse o Pr Jessé, tb já tive vontade de montar uma rede de apoio, a Filhos de pastores, mas chegueia a conclusão que é preciso muita psicanalise!
Beijos.. Aline.

Anônimo disse...

foram otimas essas suas palavras pastora pois os menbros querem por os filhos do pastor la pedestral onde vc esta sendo obeservados por todos e por isso nao pode cometer nem um erro ou seja temos que ser apenas robos

Isaque N. Fermiano disse...

Essa pegou na veia mana! Como já disse em outro comentário, sou filho de pastor desde os 2 anos de idade. Mais de 11 mudanças aqui em Sta Catarina. Amo o ministério, amo a e admiro meu heróis pai e mae, que deixaram tudo e uma vida promissora em Floripa para cumprir o chamado do mestre. Mas o que irrita muita das vezes, é a imconpreensão da igreja. Querendo formar esse esteriótipo de filho perfeito. EU não erro, eu nao brinco, eu nao namoro, eu nao existo. E se pisar uma vez apenas, umas vez, tudo que já preguei, tudo que já aconselhei cai por terra. E vem a famosa frase:
" eu sempre achei que ele nao fosse isso mesmo". (hahaha)
"Sempre desconfiei que ele nao fosse tão certo assim.."

Mas mesmo com isso, ainda é super gratificante cumprir o IDE do Mestre. Eu tive algumas perseguições. Mas tenho amigos que sofreram demais com isso. Discriminados, chamados de endemoniados, agredidos verbalmente, acusados.. Só Deus para ajudar.

Gostei do texto. Mt Bom msm.

Um abraço!

Att, Isaque

Filho de Pastora disse...

Eu posso dizer que minha vida foi arruinada de maneira irreversível. Eu sofri bullying na escola e adquiri uma vergonha traumática desde então! Eu tenho vergonha dos meus pais, vou na igreja onde minha mãe prega raramente, mas escondo isso dos amigos de faculdade. Ninguém sabe que minha mãe é pastora e tenho vergonha de falar isso!

Sofri bullying no colégio e mesmo depois de 12 anos, as marcas são profundas, eu tenho um medo absurdo e irracional de que essa situação se repita!

Apesar de ficar anos sem frequentar a igreja nunca fui promíscuo e tive um comportamento muito bom. Mas as mulheres hoje me tratam com preconceito e não entendem a razão da minha vergonha da minha família.

Não consigo superar isso e penso em suicídio todo dia. Meus pais são insensíveis e só disseram nesse tempo todo que estava negando Jesus. Na verdade eu não tive apoio de ninguém. Em vez de meus pais me ajudarem, eles me culparão pelo bullying que sofri, dizendo que era falta de fé.

Como pode, meus pais que falam em nome de Deus serem tão insensíveis com o filho deles. Meus pais colocaram a rotina da igreja acima do meu bem estar. Fui esquecido e marginalizado por eles.

Sei que jamais serei compreendido. Apenas me afastei da igreja porque o trauma foi muito forte. As pessoas me culpa por isso. E sinto uma culpa terrível e insuportável, pois me afastei da igreja com medo das discriminações. Sempre mantive a coerência, mesmo não indo na igreja. Sinto um culpa insuporável!

Qual é a vantagem de ser bom, certinho? Mesmo tendo vergonha da minha família, eu sempre me esforcei pra ser correto. Mas nunca fui valorizado por isso.

Se um cara promíscuo e drogado se converte e se finge de crente, em uma semana ele é mais valorizado do que eu.

Agora, se eu cometer um único erro, serei julgado por toda a vida. Me sinto um homem mais injustiçado do mundo e não acredito que Deus seja conivente com a insensibilidade dos meus pais.

Blog da Pastoragente disse...

Para FILHO DE PASTORA:
Querido entre em contato comigo urgente (isto é, se quiser)

Meu e-mail:
pra.roselaine@hotmail.com

Tenho certeza que vc vai se recuperar e sair dessa.
Forte abraço!