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terça-feira, 24 de novembro de 2009

Jesus e o oficial nazista.


      O fotógrafo que fez carreira no mundo da moda, Michael Belk , resolveu fazer um álbum de fotos inserindo Jesus em diversas situações relacionadas ao nosso século, e exibí-las no Journey with the Messiah.
     
      São fotos singulares e algumas causaram desconforto num bocado de gente.
      Todo mundo adora ver as fotos de Jesus com as crianças, por exemplo, mas a foto de Jesus no caminho com um oficial nazista (carregando sua arma) é um soco na boca do estômago da religiosidade.
      Alguns rabinos e padres se sentiram mal, por exemplo, com a releitura que o fotógrafo fez da Parábola dos Guias Cegos.
       Relativismos à parte eu gostei de várias fotos, especialmente de Lighten the loadThe second mile , Watch your step , Metamorphosis , e outras.
      Vale a pena conferir a Galeria de Fotos .

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Luzes, câmera, morte!

"2 jovens tolos resolveram morrer bem na hora do culto"


2 jovens na Bíblia fizeram igualzinho a muitos, que fazem “ouvido de mercador” diante das ordens do Senhor.
Eles eram sobrinhos de Moisés, filhos de Arão: Nadabe e Abiú.
Hummmm, gente importante hein? Filhos de sacerdote, né? Sobrinhos do grande Moisés!!! Chique demaisssss.

Eles só esqueceram uma coisinha minúscula: que Deus não tem neto, nem sobrinho…Deus só tem FILHOS.
Os dois se prevaleceram do fato de serem os bam-bam-bans da época e morreram diante de todo o povo por causa disso. (Lev. 10:1)
(música de suspense) Era hora de culto, momento sublime, onde Deus estava se manifestando em glória tremenda através de fogo vindo do céu.
Ah, que show! Quanta emoção! O povo todo se prostrando com rosto em terra.
Foi bem aí que os dois tolos resolveram que também queriam um pedacinho dessa participação especial.
Afinal, seu pai, Arão é quem tinha organizado a festa! Papi tinha sido o responsável pelas ofertas do altar que Deus estava aceitando.
Eles não podiam perder a chance de serem vistos por todos num momento tão importante!
Pegaram os incensários e foram até o altar.
Resultado: churrasco de filho de sacerdote!
O que poderia ter sido uma grande bênção até o final, se tornou numa desgraça.
Tudo pelo descaso que fizeram da ordem do Senhor, como se vê no final do versículo: “…fizeram o que o Senhor não ordenara.”

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Crentes, as Leis do Senhor ninguém pode negociar, nem distorcer a seu favor.
Quando Deus diz “não toque”, é melhor não tocar.
Quando Deus diz “tal coisa é pecado” é porque não serve mais para nós.
Quando lemos na palavra:
Mui fiéis são os teus testemunhos; a santidade convém à tua casa, SENHOR…(Sl. 93:5)
Ocrente não tem vida em abundância quando mistura o servir a Deus com o viver como acha que deve.
Adoração e fornicação…adoração e murmuração…adoração e falação…adoração e acepção…adoração e traição…adoração e acusação…
TUDO ISSO RIMA, MAS NADA DISSO COMBINA.
Questione-se onde anda a coerência da sua fé ou onde anda a verdade entre aquilo que você fala e vive.
Falar de Jesus é lindo, ir na Igreja é fácil, cantar é um prazer, mas ir para casa e ser um adorador é outra história.
Que faremos então? Pararemos de adorar, de ir na Igreja, de cantar, de falar?
De forma nenhuma!
Antes deixaremos de ser orgulhosos e nos humilharemos na presença do Senhor pedindo a graça para viver a VERDADE.
Tiraremos as máscaras de bonzinhos e clamaremos por perdão.
Vestiremos pano de saco e abriremos mão da vaidade para reconhecer que precisamos de ajuda.
Deus não rejeita sinceridade.
O que Deus rejeita é aquele que acha que o Senhor “está com ele”, mesmo sabendo que vive muuuuito longe da Sua vontade.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Fé ou boacumba?

Vamu lá, crente...cê não tem opinião??
Então deixe um comentário no final do post, ok?



post criado em 10/08/2009



No começo de tudo, história entre o ser humano e Deus, mostrava a beleza de um amor exclusivo, onde o homem só tinha olhos para adorar ao Seu Criador.
Graças à desobediência, entrou a confusão do pecado que distraiu o homem da verdadeira adoração. Surgiu uma necessidade maligna de ver e tocar em alguma coisa para ter fé.
Influenciado por povos vizinhos, Israel teve uma trajetória de traição e maldição
porque deu lugar a muitas misturas.
A coisa se arrastou pelo tempo e hoje temos reflexos desse pecado até entre nós, os crentes em Cristo.

Paulo explicou isso em Romanos 7:25 quando disse: ”Dou graças a Deus por Jesus Cristo, nosso Senhor…que eu mesmo, com o entendimento, sirvo à lei de Deus, mas com a carne, à lei do pecado”

Mas, como será que nós, os ditos nascidos de novo, podemos ser influenciados pela idolatria na nossa vida?

1-Dando lugar ao materialismo e à avareza - É a busca focada em TER bênçãos e não em SER alguém segundo o coração de Deus. (Mt. 6:24 e Col. 3:5)

2-Servindo a Deus, mas continuando com as práticas do passado - Fazer simpatias, pular Carnaval, se embriagar, trair, mentir, enfim, deixar a carne livre para mandar e desmandar. (I Co. 10:21)


3-Usando certos objetos para simbolizar ou incentivar o nível da sua fé - Vou ser bem clara: sou contra esse negócio de rosa ungida, de lenço com o suor de fulano de tal, de Bíblia aberta sempre no mesmo texto em cima da cama, de irmão que usa o óleo da unção como se fosse o milagroso objeto do sobrenatural etc…


Talvez esse último ítem seja uma das formas de idolatria mais sutis dentro das Igrejas, pois a maioria chama isso de fé.
Foi o jeito que o diabo achou para não ser notado, pois poucos iriam discernir.

Meus amados, temos tudo o que precisamos: A salvação, o Espírito Santo e a Palavra de Deus.
Não permita que seus olhos procurem nada além, nem que seu coração seja enganado por coisas que mexam apenas com a sua emoção…isso é carne.

Os recursos da oração, do jejum, da adoração, da batalha espiritual, da armadura de Deus, dos dons espirituais, das campanhas, das profecias, são presentes do Senhor para crescimento e conquista, mas não podem de modo nenhum ocupar um lugar indevido.

Essas coisas não são a base da nossa fé, não nos sustentam espiritualmente, nem vão subir conosco para a vida eterna.
Se você depositar sua esperança numa coisa ou numa pessoa, seja ela quem for, pode cair facilmente.
Só em Jesus podemos esperar e Nele ter as nossas certezas. (Ap. 22:12-17)

Duros aprendizados.

Vamu lá, crente...cê não tem opinião??
Então deixe um comentário no final do post, ok?

post criado em 02/01/2009


***Justiça é diferente de vingança

***Uma dose saudável de egoísmo é necessária para a sobrevivência

***Perdas sempre são necessárias para nosso crescimento emocional

***Amar envolve muitos riscos, mas como passar a vida sem tentar?

***Algumas das maiores frustrações do ser humano vem da sua própria inflexibilidade entre exigir que as coisas aconteçam de uma determinada maneira e aceitar o que é possível.

***Limites são saúde para qualqur nível de relacionamento.

***Regra de ouro: agradar menos aos outros; cuidar mais de mim.

***”Não quero” e “Não gosto” são desejos que devem ser assumidos.

***Ajudar as pessoas, sim, se minha ajuda for solicitada.

***Se for solicitada minha ajuda pergunto sempre qual tipo de ajuda as pessoas esperam, pois geralmente querem ser ajudadas no formato daquilo que elas mesmas acham bom.

***A maioria das pessoas não querem ouvir o que precisam , mas aquilo que não ultrapasse seus ”achismos”.

***Não negar meus sentimentos é uma forma de crescer e ser real, porque não criarei uma imagem daquilo que não sou, admitirei que nem sempre tenho sentimentos lindos (assim haverá quebrantamento e libertação) e me sentirei cada vez mais dependente de Deus.

Tem cristão verdadeiro aí?

Vamu lá, crente...cê não tem opinião??
Então deixe um comentário no final do post, ok?



post criado em 01/11/2008



Pense 1 minuto nessas verdades:

*Quando uma pessoa demora muito, é porque ela é devagar.

*Quando eu demoro muito é porque sou detalhista

*Quando uma pessoa não faz o que deveria ser feito, é porque é preguiçosa. Quando eu não faço o que deveria ser feito, é porque estou muito ocupado.

*Quando uma pessoa faz uma coisa sem ser solicitada, ela está se metendo no que não deveria. Quando eu faço isso, é porque tenho iniciativa.

*Quando alguém não observa uma regra de etiqueta, é porque é sem educação. Quando eu faço isso, é porque sou autêntico.

*Quando um colega de trabalho agrada o patrão, é um bajulador. Quando eu faço o mesmo, trata-se de cooperação.

*Quando uma pessoa é promovida, é porque tem alguém por trás ajudando. Quando a promoção é minha, é um justo reconhecimento por minha dedicação.


De modo geral, não temos a capacidade natural de reconhecer o trabalho do outro, acreditar no cansaço do outro, compreender as razões do outros, pois na maioria das vezes achamos que as pessoas fazem “corpo mole”.
Parece difícil para a maioria das pessoas aceitar e respeitar o jeito de ser do próximo, porque é quase compulsivo achar que o “meu jeito de fazer as coisas é mais prático”.
Por mais que nos esforcemos não conseguimos, na nossa humanidade, viver sem achar que aquilo que diz respeito a nós mesmos é sempre mais importante.
Até a pessoa mais amorosa, mais gentil, mais atenciosa, não tem como valorizar a dor de outra pessoa na íntegra porque não a sente na pele. Nem a “Madre-mais-Tereza-de-Calcutá” da face da Terra tem condições plenas de entender, aceitar, tolerar ou respeitar o universo do seu próximo.
Deve ser por isso que Jesus nos instruiu a simplesmente AMAR.
O Mestre não ensinou que deveríamos compreender uns aos outros, ou agradar uns aos outros, nem tampouco que fôssemos maravilhosos e adequados sempre.
Então, conscientes de que somos seres parciais e tendenciosos (quando se trata de defender o nosso ponto de vista), seria honesto sermos mais brandos nos nossos julgamentos.
Na certeza de que erramos constantemente em nossas deduções, seria mais humilde não sair batendo o martelo na vida de ninguém.
O cristão verdadeiro, aquele que não é genérico, mas autêntico, precisa meditar sobre isso:
-O que nos faz luz e sal?
-O que nos torna testemunhas de um novo nascimento?
-O que nos legitima como embaixadores do Reino?
Seria o batismo? Não!
Então, seria ter o nome num rol de membros? Também não!
Ter a vida ocupadíssima pela obra do Senhor? Receio que não!
Hummmm…ser obediente a todas as doutrinas de uma Igreja? Não de novo!

O que faz de nós “pequenos cristos” (significado da palavra cristão) é aprender a reter o verdadeiro mal: o que sai da boca do homem. É vigiar para não cuspir palavras precipitadas sobre qualquer pessoa, já que as palavras materializam as verdadeiras intenções e exteriorizam o que muita gente faz o possível para esconder.

Pastores: ótimos referenciais, péssimos deuses.


Vamu lá, crente...cê não tem opinião??
Então deixe um comentário no final do post, ok?


post criado em 30/09/2008

Todo esse questionamento dentro de mim, essa necessidade de me ver inteira, esse grito de alma para ter o direito de ser “gente”, junto com o privilégio de ser Pastora, começou em 2006.
Antes disso eu não imaginava que um dia precisaria explicar através de atitudes - nem sempre equilibradas - que sou uma pessoa como qualquer outra: que chora, que ri, que tem sentimentos, dúvidas, medos, fraquezas, cansaço…
De quem foi a culpa por não terem entendido isso antes?

Não houve apenas 1 culpado, mas circunstâncias diversas que contribuiram para consolidar o conceito velado de que Pastor é de ferro, e de que o infeliz não tem o direito de NÃO SER a quarta pessoa da Trindade. 

“Não…Pastores não podem ser iguais a qualquer um – pensam muitos - essa raça tem que ser mais perfeita, tem que estar acima da média, ser o que nenhum crente consegue ser, andar de capa e botas de super-herói e voar de vez em quando!"

Não pretendo fazer apologia a respeito dos meus sentimentos, mas quer saber, se você não concordar crie um blog pra você, “vossa santidade”, e coloque lá as suas ideinhas, “pris”.
Te digo só uma coisa: só quem sentiu na pele a ardência dessa queimadura é que sabe o valor do velho e bom Caladryl (espiritual, claro).
Bem, voltemos aos culpados! Foram tantos, mas acho melhor me colocar no topo dessa lista negra.


 
Culpado 1: EU
É…”mon ami”, euzinha mesmo. Passei pela fase de olhar só para fora, buscar canibalmente um culpado, qualquer um, contanto que não fosse eu. 
Contudo, tive que parar de correr para admitir que também fiz parte da montagem dessa mentalidade esquizofrênica nos crentes.
Eu e mais ninguém tinha permitido que uma porção de gente fosse carcereira da masmorra gelada de perfeição onde eu estava presa.
Investi muitos anos na construção daquilo que eu achava que devia ser uma Pastora de verdade, uma boa Pastora. Sempre quis dar o meu máximo, sempre.
Não poder, não conseguir, não querer eram palavras inaceitáveis para mim. Não, eu nunca faria dessa forma, todos os outros sim, mas eu não.
Minhas madrugadas, meus dias, meus feriados? Nunca eram realmente meus, eram de todo mundo e mais um tanto.
Minha saúde? Um luxo desnecessário, frescura de dondoca que não quer servir o próximo, aleluia!
Cansaço? Hahahahaaaaaaa….nem se comente aqui um sacrilégio destes.
Privacidade? Quequéisso, meu filho? 

Pra resumir:

*Me propor a ser mãe de todo órfão,

*filha de todo pai decepcionado,

*irmã de todo mundo,

*marido de toda a mulher abandonada,

*amiga de toda a chata,

*mulher do meu marido,

*mãe das minhas filhas,

*irmã das minhas irmãs,

*filha da minha mãe,

*excelente dona de casa,

*funcionária pública incansável a 24 anos,

*mulher de oração/adoração/Palavra, conselheira paciente, visitadora pontual, apartadora de encrencas (desculpe, quis dizer pacificadora), líder do ministério de Louvor/Coral/Teatro, líder de uma porção de outras líderes (que tinham outras necessidades), ter cabelos impecáveis, conseguir ir 1 vez por mês fazer manutenção no aparelho dentário etc…etc…etc…

ESSAS E MUITAS OUTRAS COISAS FIZERAM DE MIM UM SACRIFÍCIO LITERALMENTE VIVO

…A DEUSA QUEBRA-GALHO QUE TODO IDÓLATRA DE SERPENTE LEVANTADA NO DESERTO GOSTARIA DE TER,

…A SUPER HEROÍNA DE MEIA TIGELA, SAÍDA DA IMAGINAÇÃO DE UMA IDIOTA: EU!!!

Mas, sabe o que me fez cair das nuvens de verdade?

Saber que o meu máximo não foi suficiente para as pessoas a quem mais me dei
Ouvir que eu precisava ter sido mais e melhor
Ver os olhos famintos e a respiração ofegante das sanguessugas gospel, sedentas por um pouco mais do meu sangue.
Isso doeu, doeu muito.


Você que lê pode pensar que desenvolver esse comportamento perfeccionista é para tolos e que permitir tanto abuso é incompreensível, mas quem sabe, se for honesto consigo mesmo e olhar-se no espelho, você não descubra que está numa destas 2 posições:
1-De ser parte dessa gente que vê no Pastor um profissional obrigado a ser competente. Da corja que o chama de “amigo e irmão”, mas que despeja nele toda a expectativa de possuir um deus particular.
2-De ser esse homem/mulher de Deus que, no anseio de ser bom naquilo que faz, acaba ocupando um lugar que nunca foi e nunca será seu: o lugar de Deus.